24 de julho de 2010

Banda LADYMOON


A Ladymoon foi idealizada por Patrícia Lia e Saulo Caraveo em meados de 2009 afim de levar ao público um repertório POP com um sotaque bem peculiar em seus arranjos, o que resultou na excelente reciptividade por parte do público e ótimas críticas de especialistas. A Ladymoon está a todo vapor pelas noites paraenses conquistando cada vez mais o carinho do público e sempre trazendo novidades na bagagem. A banda já está em pré-produção do seu primeiro CD autoral que deve ser lançado até o fim de 2010. Contatos para shows: (91) 3277-1850/8109779 Muito POP para quem é noturno...



Agora vou falar um pouco sobre o que eu sei sobre o Casal Ladymoon, sobre Patricia Lia e Saulo Caraveo que estão arrasando com seu estilo POP próprio e inovador.





Saulo Caraveo

SAULO CARAVEO, 34 ANOS, MÚSICO PARAENSE, PROPRIETÁRIO DA ESCOLA G2 MUHSICA, INICIOU SUA CARREIRA EM 1997.
FORMADO NA ESCOLA DE MÚSICA E TECNOLOGIA (EM&T - SÃO PAULO)
TEVE COMO MESTRE, MOZART MELLO, O MELHOR PROFESSOR DE GUITARRA DO PAÍS.
TOCOU COM DIVERSOS ARTISTAS NA NOITE PAULISTANA,
APRIMOROU SEU
TALENTO COMO COMPOSITOR E PRODUTOR MUSICAL.
NO CENÁRIO MUSICAL PARAENSE, AS BANDAS SOLEDAD, ZONA RURAL E
JOE 35 FAZEM PARTE DA SUA HISTÓRIA.
JUNTO COM A CANTORA PATRÍCIA LIA, FORMOU A BANDA LADYMOON.




Patricia Lia



 Bela cantora dona de uma voz intensa e romântica, Patricia Lia aos 28 anos de idade já passou e marcou presença nos mais importantes palcos e programas televisivos do Brasil, ao lado de sua amiga Flávia Anjos compos a última formação da banda Amor Perfeito, integrou também as bandas Tempero da Tribo e a Batom Carmim, sendo uma mulher experiente e talentosa ao lado de Saulo Caraveo tem conquistado amantes da música POP com o seu mais recente trabalho a banda LADYMOON.



Depois de ter arrasado nos palcos cantando e dançando o ritmo calipso na Banda Amor Perfeito, Patricia Lia reassume a postura universal que lhe inseriu no contexto musical há 12 anos, com versões musicais própria, um estilo todo particular, um repertório extremamente POP e cheio de bom gosto Patricia Lia canta e encanta na Banda LADYMOON. O que se pode esperar desta fusão entre Saulo Caraveo e Patricia Lia são doses de um POP cheio de energia e ao mesmo tempo suave e romântico, composto por clássicos internacionas e doses de brasilidade. Amor POP é LADYMOON no ar!



Acompanhe a LADYMOON:














 

Dica de Filme: Resident Evil 4 Recomeço


Origem: EUA
Gênero: Ação, Horror
Distribuidora: Sony Pictures
Lanç. Nacional: 17/09/2010
Sinopse: O mundo está sendo devastado por um vírus infeccioso e as vítimas se tornam mortos-vivos, Alice continua sua busca por sobreviventes, para salvá-los. Enquanto uma batalha mortal com a Umbrella Corporation continua, Alice recebe ajuda de uma antiga amiga, Claire Redfield. Uma pista que promete um refúgio seguro para se proteger dos mortos-vivos leva Alice e seus companheiros a Los Angeles, mas, quando chegam, veem que a cidade foi tomada pelos mortos-vivos e que uma armadilha mortal espera por eles.
Elenco: Milla Jovovich, Wentworth Miller, Ali Larter, Kim Coates, Shawn Roberts, Spencer Locke, Kacey Barnfield, Boris Kodjoe, Norman Yeung
Roteiro: Paul W.S. Anderson
Produção Executiva: Victor Hadida, Martin Moszkowicz
Produção: Paul W.S. Anderson, Jeremy Bolt, Don Carmody, Bernd Eichinger, Samuel Hadida, Robert Kulzer
Direção: Paul W.S. Anderson

Esta é a dica da semana de um filme que estará estreiando em Manaus nos CINEMAIS MANAUS PLAZA SHOPPING e nos CINEMAIS MILLENIUM SHOPPING
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19 de julho de 2010

EM BREVE NOVA BOATE GLS ABRE SUAS PORTAS EM MANAUS



BUTTERFLY/MANAUS
UM NOVO CONCEITO DE BOITE GLS EM MANAUS

ABRIRÁ SUAS ASAS NO DIA 13.08.10(SEXTA-FEIRA 13)

NA AVENIDA MAIS CHARMOSA DE MANAUS “DJALMA BATISTA”

ATRAÇÕES:

IKARO
(MELHOR ANDRÓGINO PERFORMÁTICO DE SÃO PAULO E DO BRASIL NA ATUALIDADE)

CARLOS BRANCO/STRIPPER BOY/SP
(CAPA DA G MAGAZINE JULHO/2010)


INF:(92) 8119-3502/9140-1677/8122-7452

PROMOTERS: DORLEY SILVA / GERSON NETO

 

18 de julho de 2010

Conferência sobre a Aids discutirá os novos tratamentos da doença

A 18ª conferencia internacional sobre a Aids, doença que deixa dois milhões de mortos por ano, será inaugurada nete domingo, em Viena (Áustria), num momento em que um estudo recomenda começar os tratamentos cedo para proteger o sistema imunológico.

A nova conferência debaterá novas pistas promissoras para o tratamento, como propor análises de diagnóstico precoce para todos que desejarem ou tratamentos mais simples e mais rápidos para combater a doença.
A Sociedade Internacional de Aids escolheu o tema "Direitos aqui e agora" para o evento, que será celebrado entre 18 e 23 de julho, em Viena, e que contará com mais de 20 mil cientistas, médicos e membros de associações.
A igualdade neste acesso ao tratamento e na prevenção é o fundamento de uma resposta adequada à pandemia, segundo os organizadores.
"Será a conferência dos sem voz", disse o diretor-executivo da OnuAids, Michel Sidibé.
O "aqui" se refere à proximidade com o leste europeu e a Ásia central, únicas regiões onde a epidemia avança, especialmente entre os consumidores de drogas injetáveis.
Três ex-presidentes latino-americanos e intelectuais da região deram seu apoio à "Declaração de Viena", que exige uma nova política sobre as drogas para prevenir a propagação da Aids.
O ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o mexicano Ernesto Zedillo e o colombiano César Gaviria assinaram este documento, redigido por especialistas de renome por ocasião da 18ª conferência internacional.
Os escritores peruano Mario Vargas Llosa e brasileiro Paulo Coelho também assinaram o documento.
Os especialistas que impulsionam a "Declaração de Viena" julgam que as políticas repressivas contra a droga contribuem para a difusão do vírus, já que os dependentes químicos têm pouco acesso a cuidados médicos.
Fora da África subsaariana, uma contaminação em cada três está relacionada com o uso de drogas injetáveis.
Na Ásia Central e no leste europeu, únicas regiões onde a epidemia progride, trata-se do primeiro fator de contágio.
"A guerra contra a droga fracassou. Na América Latina, o único resultado da proibição foi o de deslocar as áreas de cultivo e os cartéis de um país a outro, sem reduzir a violência ou a corrupção que o tráfico gera", destacou Fernando Henrique, citado no comunicado.
Os três ex-presidentes chefiam a Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia que, segundo o site da instituição na internet, trabalha a favor de políticas contra as drogas mais eficazes e mais humanas.
As novas pistas da luta contra a doença são muitas.
Para a OnuAids, é preciso facilitar o acesso com um medicamento "mais inteligente, melhor e menos tóxico" e um sistema de distribuição mais simples e barato.
Desta forma, segundo a agência das Nações Unidas, seria possível reduzir em um milhão anuais as novas infecções e evitar 10 milhões de mortes até 2025.
Para ir além, será abordada em Viena a possibilidade de uma análise de diagnóstico precoce (voluntário) que seria oferecida a todos, e de um tratamento proposto a todos os soropositivos, inclusive se seu nível de infecção for muito baixo.
Também se falará da circuncisão, que protege parcialmente os homens, e dos microbicidas, que poderiam, um dia, proteger as mulheres. Quanto à vacina, nada realmente novo surgiu, mas a pesquisa "continua de forma muito ativa", segundo o professor Delfraissy.
Segundo um especialista americano, há muito tempo a comunidade de pesquisadores não era "tão otimista".
Os últimos dados publicados parecem dar razão aos mais otimistas, com um retrocesso da doença entre os jovens de 15 a 24 anos em quase a metade dos 25 países mais afetados. A exceção é a Europa oriental.
A questão dos custos, agravada pela crise financeira e pela inapetência dos doadores, também é importante.
Este ano, faltariam 25 bilhões de dólares para combater a pandemia nos países pobres, e atualmente faltam 11,3 bilhões, segundo análise publicada na revista científica americana Science.
Bill Gates e Bill Clinton estarão entre as personalidades presentes, ao lado de vários ministros da Saúde.

Revista divulga ranking com os mais bem pagos da música.


 A revista "Forbes" divulgou mais um de seus rankings. Desta vez, com os mais ricos da música. A banda irlandesa U2 ocupa a primeira posição da lista - o grupo faturou US$ 131 milhões no último ano (cerca de R$ 240 milhões). Confira os 10 mais bem pagos.

1) U2 -  US$ 131 milhões
2) AC/DC - US$ 114 milhões
3) Beyoncé - US$ 87 milhões
4) Bruce Springsteen - US$ 70 milhões
5) Britney Spears - US$ 64 milhões
6) Jay-Z - US$ 63 milhões
7) Lady Gaga - US$ 62 milhões
8) Madonna - US$ 58 milhões
9) Kenny Chesney - US$ 50 milhões
10) Black Eyed Peas, Toby Keith e Coldplay - US$ 48 milhões cada.

12 de julho de 2010

Banda Kaçamba - a sensação do momento!




Release

Formada em 1992, a Banda Kaçamba traz uma mistura de ritmos dançantes, tais como: axé, pagode, arrocha, rap e samba duro.
Desde a sua formação, tem sido pressença marcante em shows, micaretas e carnavais do Brasil.
A banda possui em sua formação 3 vocalistas cantando e dançando, sendo este um diferencial marcante. Com um potencial grande de improviso durante os shows, os vocalistas se interagem com o público que rapidamente se tornam fãs da banda.
Outro diferencial da Banda, é que seus integrantes se destacam como excelentes compositores, tendo suas músicas gravadas pelos mesmos e também por outros artistas.
Em 2005, deixaram de ser uma banda cover e gravaram o seu 1º CD ao vivo em Uberlândia, cidade natal, conquistando vários fãs pelo Brasil com o Hit Sambadinha.
Em 2006, gravaram seu 1º DVD e 2º CD ao vivo para um público de 8.000 pessoas em Uberlândia, trazendo sucessos como: sambadinha, sabonete, dança do jajá, entre outros.
Em 2007 gravaram o 2º DVD e o 3º CD ao vivo na cidade de Ituiutaba - MG, para um público de mais de 40.000 pessoas, tornando-se o Record da feira agropecuária deste ano.
A banda conta com um fã clube de mais de 20.000 pessoas associados espalhados por todo o Brasil.
No momento, a banda Kaçamba se prepara para gravar seu 3º DVD com músicas próprias como: Presente de Deus e Amor Volta Pra Mim., que já estão tocando em várias rádios do Brasil.
BANDA KAÇAMBA... Essa é a Banda!!!!!!!!!!!

A Musa Do Tecno Brega - Gaby Amarantos

Todo movimento recente da música popular brasileira gerou algum ídolo. O pagode, nos anos 80, lançou Zeca Pagodinho. A axé-music, dos anos 90, projetou Ivete Sangalo. Da música sertaneja vieram, na virada do século, Bruno & Marrone. Agora parece ser a vez do tecnobrega – um movimento musical nascido há dez anos na periferia de Belém. A estrela que desponta é Gabi Amarantos, ou melhor, Gaby, com y, também conhecida como Beyoncé do Pará.
O apelido não é casual. O próprio ritmo foi rebatizado: passou de tecnobrega, com a pecha de cafona, para tecnomelody. Os novos nomes (em marketing isso seria chamado de reposicionamento no mercado) ajudaram a música pop paraense a ganhar renome nacional – e mundial. As mudanças na carreira de Gaby Amarantos, de 31 anos, começaram em janeiro, quando ela aceitou o conselho de um numerólogo desconhecido e trocou o “i” de seu primeiro nome pelo “y”. “Nunca acreditei muito nessas coisas, mas lembrei que, toda vez que meu nome ganhava repercussão maior na imprensa, saía errado, grafado com ‘y’”, diz. Acaso ou não, a mudança deu certo. “Minha vida virou outra.”
Um mês depois, ela e sua banda, a Tecno Show, participavam de um dos mais importantes festivais de música do país, o recifense Rec Beat. De maiô preto e meia arrastão, ela subiu ao palco entoando uma versão em português do sucesso “Single ladies”, de Beyoncé. “Tô solteira” era apenas mais uma das dezenas de canções produzidas mensalmente pelos artistas de Belém. Ao reconhecer um dos maiores sucessos americanos dos últimos tempos misturado com a batida eletrônica do tecnobrega, o público de 30 mil pessoas – o esperado era de 3 mil – começou a gritar: “Gostosa! Poderosa! Beyoncé!” Ela diz: “Foi meu batismo. Virei a Beyoncé do Pará!”.
Gaby diz não ter se deslumbrado com a consagração temporária. “É um grande elogio, mas sei que pode ser uma armadilha”, afirma. “Tenho 15 anos de carreira e já escrevi mais de 300 músicas. Não sou cover de ninguém.” O carisma de Gaby levou a várias comparações. Além de Beyoncé do Pará, ela foi chamada de Madonna Ribeirinha e Lady Gaga da Amazônia. Os títulos a ajudaram a chamar a atenção de um público maior.

O apelido Beyoncé do Pará levou a produção do Domingão do Faustão a convidá-la para uma apresentação na TV, em maio. Foi um sucesso. A partir de então, ela foi chamada para tomar parte de quadros da MTV, apresentou-se no Rio de Janeiro e está num DVD de tecnomelody a ser lançado pela Som Livre. Seu cachê, antes de R$ 15 mil por show, dobrou. Agora, vai gravar um videoclipe. A música escolhida se chama “Galera da laje” e o vídeo terá como cenário seu bairro natal, Jurunas, em Belém. O bairro é conhecido pela alta criminalidade, mas, para a cantora, não poderia haver lugar melhor para sua formação. “O Jurunas é minha referência musical”, diz. Ali ela cresceu ouvindo Ella Fitzgerald, Billie Holyday, Reginaldo Rossi, Kaoma e Clara Nunes, entre outros. “No Jurunas, você acorda com os barzinhos tocando dor de cotovelo, aí passa um carro com batidão enquanto o vizinho coloca rock bem alto.”
Gaby começou a cantar na Igreja Católica na adolescência e chegou a pensar em se tornar freira. Sua voz e interpretação faziam tanto sucesso que as missas em que ela se apresentava se tornaram concorridas. Diz ela que os colegas, com inveja, a convidaram a deixar o grupo. Arrasada, foi se consolar no mesmo dia com uma amiga num bar. Um músico que estava no local convidou-a na mesma hora para formar uma banda. Ela aceitou. “Se eu não tivesse sido expulsa, estaria até hoje na igreja, cantando para Jesus”, diz.
Fora da igreja, Gaby foi exposta a um gênero que começava a se formar: o brega pop, com a introdução de riffs acelerados de guitarra no brega tradicional, feita por artistas como o guitarrista Chimbinha – que em 1999 se uniria à cantora Joelma para criar a banda Calypso. O êxito da dupla e de outras bandas do mesmo estilo coincidiu com a facilidade técnica de reproduzir CDs. Isso abriu espaço a um mercado independente das grandes gravadoras.
Os deputados paraenses propõem que o tecnobrega seja considerado patrimônio cultural
Perto do ano 2000, o brega passou a ser feito por músicos da periferia de Belém, quase sem instrumentos, só pelo computador. Nascia o tecnobrega, um desdobramento eletrônico do brega. Com batidas pegajosas e letras sobre amor, desilusões e festas típicas, o gênero logo virou febre na região, com a ajuda de um esquema de divulgação inovador. Depois de gravar uma música em computador caseiro, muitas vezes acompanhado de teclado e microfone de karaokê, o artista entrega a faixa de graça aos camelôs. Estes incluem a canção em coletâneas e as vendem no mercado informal. Além da divulgação em emissoras de rádio e televisão locais, a internet ajuda a espalhar a música. “Quando acabo de gravar, já coloco na internet para as pessoas baixarem e aviso em meu messenger”, afirma Gaby, que diz ter até 1.000 downloads de uma faixa nova em um único dia.

O faturamento dos artistas fica por conta de shows que mobilizam multidões de pessoas nas grandes cidades da Amazônia e hoje também no Nordeste. Organizadas por empresas chamadas aparelhagens (como Rubi e Super Pop), as apresentações contam com efeitos especiais, cenários extravagantes, pirotecnia e parafernália tecnológica. Essa estratégia de mercado, à margem das gravadoras, antecipou o que a indústria fonográfica de ponta foi obrigada a fazer: já que a pirataria corroeu os lucros das vendas de CD, o jeito foi direcionar os shows (e o merchandising) como principal fonte de receita.

Os artistas de Belém vivem da novidade (novos hits, grupos, batidas, cenários, rótulos). Hoje existem pelo menos 500 bandas profissionais em atividade. É o caso da banda AR-15, que em seus shows usa efeitos de luz e improvisação visual. Os sucessos que essas bandas produzem se sucedem em velocidade surpreendente. “Uma música dura no máximo dois meses”, diz José Roberto da Costa Ferreira, responsável pelo maior portal de música do Pará, o bregapop.com.br.
Gaby se adaptou perfeitamente a esse sistema. “Sou minha própria produtora, estilista, empresária, compositora e coreógrafa”, diz. Suas revoluções vão do palco ao salto. Ela acaba de montar uma miniaparelhagem para usar em suas apresentações. “Sou a única artista a ter minha própria aparelhagem”, diz. O salto da sandália do designer Jaime Bessa que ela costuma exibir é iluminado por lâmpadas LED. “Aqui, todo mundo ama um LED.” O calçado chamou a atenção de criadores de uma das mais badaladas marcas de sapatos do país, a mineira Arezzo.

Seu trabalho não ficou confinado às fronteiras do Pará. Em 2005, o antropólogo Hermano Vianna, percebendo o fenômeno, colocou Gaby Amarantos e a Tecno Show no programa Brasil total, apresentado por Regina Casé. No mesmo ano, o jornalista Peter Culshaw veio ao Brasil para escrever sobre o tecnobrega para o jornal inglês The Observer. Ficou impressionado. Comparou o som feito pelo Tecno Show ao do Depeche Mode, a banda eletrônica mais bem-sucedida do mundo.
Embora a elite paraense considere o tecnobrega um ritmo sem qualidade e acuse as festas de aparelhagem de focos de criminalidade, estudiosos da música afirmam que o Pará produziu a única linguagem eletrônica genuinamente brasileira. Há um mês, os deputados da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram um projeto para transformar as aparelhagens e o tecnobrega em patrimônios culturais do Estado.

Segundo o produtor carioca Kassin, um dos mais atuantes no Sudeste do país, o valor do tecnobrega é similar ao do funk carioca e ao da cúmbia villera argentina. “Admiro esse tipo de movimento, que, apesar de levar muitas pessoas a festas todos os fins de semana, não depende de álbuns ou de gravadoras”, diz. “É como se fosse a nova música tradicional.” Ao lado de seu parceiro Berna Ceppas e de Miranda, Kassin deverá em breve participar da produção de um CD de Gaby.

Mas a valorização do tecnobrega, para Gaby, é coisa do passado. Ela está em outra. “Agora, o que está pegando é o tecnomelody”, diz. Musicalmente, a diferença entre os dois é nula. Mas o novo nome chama a atenção. Segundo Gaby, o tecnobrega se tornou tão acelerado que ficava difícil dançar em dupla. De volta a um compasso mais lento, o ritmo mudou de nome também com o intuito de se sofisticar, tornando-se mais aceitável para quem tem preconceito com o brega – assim como o novo apelido de Gaby, Beyoncé do Pará.

Fonte: MidiaNews