21 de outubro de 2010

Aids: Uma esperança pela cura



Desde que o virus HIV se tornou uma epidemia mundial, nos anos 80, cientistas de todo o mundo buscam a cura.
A Aids doença provocada pelo virus, fez mais de 25 milhões de vítimas desde que foi identificada.
Atualmente,estima-se que 33 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus HIV - cerca de 600 mil são brasileiras.
Mas há indícios de que a cura se aproxima: pesquisas mostram que existem maneiras de matar o virus, como provaram cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Eles inocularam uma proteína em células humanas infectadas pelo HIV, que fez com que o parasita se autodestruísse.
"Constatamos que as células morrem antes do vírus concluir seu ciclo de vida, ou seja, não se formam novos vírus no organismo", explica o cientista Aviad Levin, um dos autores da pesquisa.
Apesar de estar esperançoso, Levin sabe que o caminho até a cura ficar disponivel para a população é longo.
" O tratamento ainda está em processo de estudo e o caminho pode demorar anos", completa o pesquisador.
Os testes foram feitos com HIV do tipo 1, o mais comum no Ocidente. Na África, o mais comum é o tipo 2, que tem 15 casos confirmados no Brasil.
 Nos Estados Unidos, cientistas da Loyola University Health System encontraram uma proteína chamada TRIM5a, que também destrói o vírus em processo parecido com o descoberto em Jerusalém.
Os testes foram feitos em Macacos. " O problema de manipular material genético é que nem sempre os resultados esperados são alcançados. Os conhecimentos sobre o tema são muito rudimentares", diz Max Igor Lopes, infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A esperança não precisa deixar de existir, mas também não pode atrapalhar a vida de quem espera pela cura, como é o caso da artista plástica Valéria Lewis, de 45 anos, há 24 anos portadora do vírus HIV.
" Eu acredito que essas notícias que aparecem são só boatos. Eu nutro esperança, acho até que a cura já exista, mas acho que a Aids dá mais dinheiro do que a cura dela. Então eu me cuido, não posso ficar esperando uma coisa que a gente não sabe quando virá", diz Valéria,que faz uso do coquetel contra a doença desde que ele foi lançado em 1996.
" Foi minha tábua de salvação. O coquetel apareceu em um momento em que eu estava muito debilitada. sem ele, não sei se teria chegado até aqui", afirma.
" Quem tem Hiv hoje em dia conta com uma ampla gama de tratamentos. Existem mais de 20 remédios disponíveis para controlar a multiplicação do vírus no organismo.
O problema atualmente não é com as pessoas doentes, mas a disseminação da doença: pessoas que não sabem que estão infectadas e vão retransmitindo", diz Lopes.
Para o médico, tão importante quando se chegar à cura é traçar estratégias para evitar que mais pessoas sejam contaminadas.
 Quanto ao jovem alemão portador do vírus que teve leucemia e se curou da Aids durante o tratamento com receptação de médula óssea, o infectologista alerta: " Era um caso muito especial.
Além de o transplante ter funcionado, já que o índice de mortalidade entre os receptores é de 40 a 70%, ele tem uma característica que é ausência de uma proteína que dificulta a fixação do vírus no organismo".
 Os cientistas continuam a busca pela cura e a sociedade deve continuar com a prevenção. Use camisinha!


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Manaus - Amazonas - 2010.