A História da Música Eletrônica

 
História da Música Eletrônica

O musico Luigi Russolo, na decada de 10, foi um dos pioneiros a se utilizar de distorções e sons eletrônicos para compor a música “Art Of Noises”. Ele inovou completamente o cenário musical de “harmonias orquestrais” da época. Com esse pontapé inicial, cada vez mais artistas passaram a aderir ao experimentalismo sonoro, desenvolvendo diversas maneiras de produzir noises.
Somente na década de 50, a tecnologia ficou mais concreta. Em 51, utilizaram-se alguns rádios como instrumentos e, em 56, Karlheinz Stockhausen, “o pai da Música Eletrônica”, misturou sons ambientes e naturais com sons eletrônicos. Em 1964 o “gênio” Robert A. Moog lançou o eterno e clássico sintetizador MOOG, o primeiro no mercado, tornando-se a raiz da música eletrônica.
Em 1970, muitas características foram se incorporando à música eletrônica em que se criou a Industrial Music (mistura de rock e noises) e DJs hip-hop começaram a adotar as “Pickups Technics” para criar sons e texturas musicais, nascendo assim efeitos clássicos como o “scratch”. Em 71, o sintetizador MOOG ganhava seu espaço e foi utilizado por vários artistas influentes ao longos dos anos, como: Kraftwerk, Giorgio Moroder, Hot Butter, Donna Summer, Pink Floyd, Emerson Lake e Palmer...

Os anos 80 foram os mais significativos. A empresa Roland lançou alguns aparelhos projetados exclusivamente para a produção de musica eletrônica. Em 82, Afrika Bambaata criou uma espécie de break/funk, de onde se derivaram vários estilos, como: o “breakbeat”, o electro e até mesmo o drum`n`bass. O artista ficou conhecido não só por iniciar a chamada “expressão das ruas”mas também quando essa musica passou a ser reconhecida como uma filosofia ou estilo de vida.

A cultura da Musica Eletrônica foi ganhando mais forca em meados de 85 com as variações de sintetizadores e  aparelhos eletrônicos dedicados a produção de musica eletrônica. No mesmo ano, chegava a Inglaterra a HOUSE MUSIC e cada vez mais surgiam estilos musicais com suas variações, como o Acid House, derivado da já comentada HOUSE. Ainda nessa época, criou-se o Techno e, no final da década de 80, surgiram os after-hours, dedicados aos clubbers exaustos. Trip-hop, Jungle, Deep House e outros são variações que foram surgindo, e, desde então, as novas vertentes não param.

A Língua dos Djs
  
Entender as gírias mais usadas pelos DJs não é muito fácil, pois geralmente não são palavras comuns pra quem não vive no meio da musica eletrônica. Fique de olho nos termos mais usados pelos Disc Jóqueis:

CASE: espécie de estojo ou bolsa onde ficam os discos levados pelos DJs para tocar em algum lugar.

SET: Nome que se dá a seleção de musicas de um DJs.

BPM: Batidas por minutos. É a medida que dá o tempo da musica, importante para o Dj saber usar as BPMs para sequenciar musicas que tenham tempos similares e organizar
SETs inteligentes. Por exemplo, um som que dá “BOOMS” exatamente duas vezes por segundos, terá por volta de 120 BPMs.

PITCH: Muda o ritmo da musica e auxilia os DJs a fazerem uma transição equilibrada entre uma musica e outra, pois acelera ou desacelera o ritmo/batida da mesma. Os melhores DJs desaceleram ou aceleram um dos dois sons (pitching) até que as batidas fiquem sincronizadas, e então controlam o “pitch”para que o sincronismo dure vários segundos. Para fazer-se isso manualmente, requer-se uma boa técnica. Ajustar as batidas é uma técnica usada para que os ritmos de dois sons ocorram no mesmo tempo durante a mixagem. As pessoas então têm a sensação de que é o mesmo som.

FADE OUT: Ato de abaixar o som gradativamente.

FADE IN: Ato de aumentar o som gradativamente.

Mixer/Mixagem: É o aparelho que conecta dois toca-discos ou CDJs (tocador de cd especial para fazer a mixagem). É no mixer que as equalizações são realizadas. Ao se misturarem dois sons e fazer uma mixagem, se esta não ocorrer no final do primeiro som, terá que se realizar um “fade out” e, ao contrário, se a mixagem não acontecer no começo do segundo som, o “fade in”. Esses dois efeitos são importantes na mixagem. Entre eles, o tempo em que os dois sons estão sendo tocados juntos é chamado de mixagem.

SAMPLEAR: É extrair um trecho de uma musica e transformar em um “sample”, ou seja, um extrato que será reutilizado em uma musica. Em outras palavras, é um trecho de musica já conhecida com releitura feita por um DJ.

LOOP: É a repetição de um trecho de uma musica para formar ritmos. É um trecho repetido transformado em periodicidade rítmica.

SCRATCH: Recurso que os DJs utilizam com movimentos das mãos sobre o disco de vinil para tocar, rotacionando rapidamente o disco para frente e para trás.

Essas foram algums dicas do Blog do Rammil para você que procurar aprender mais e ser um DJ de qualidade, mas lembrem-se compromisso e originalidade no seu trabalho, são fatores importantíssimos para uma ótima imagem de um DJ.


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