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A terapia de escrever



Eu sempre gostei muito de escrever, sempre foi uma terapia pra mim. Quando me sentia sozinho na infância, sempre me encontrava escrevendo alguma história. Outra coisa que fazia muito, era brincar de boneco sozinho, lembro-me bem de ter três bonecos do Homem aranha que minha madrinha havia me dado, dois eram vermelho e azul enquanto outro tinha asa e era amarelo, eu inventava muitas histórias com aqueles três bonecos e ainda cada um tinha um poder específico, foram aventuras imaginárias, que até hoje me recordo, ao final das brincadeiras, eu sempre dizia pra eu mesmo: - No próximo episódio, veremos o Homem Aranha do futura e sua viagem pela galáxia Orion, kkkk (risos), eu era um moleque muito criativo e contava as histórias a eu mesmo em episódios. Nunca fui de brincar muito com meus irmãos, talvez, por isso hoje em dia, busco sempre manter o laço com eles, pra não dizer que não tinha muito afeto, sempre buscava me aproximar do meu irmão caçula, era engraçado, sempre nos colocávamos em confusão juntos. Certa vez, saímos a brincar na rua e passamos uma tarde toda brincando de esconde-esconde com os meninos da rua, brincamos de manja garrafão e quando notamos, havia anoitecido, quando voltamos pra nossa casa, nossa mãe muito irritada, havia fechado toda a casa e nos deixado do lado de fora, entramos em desespero, afinal, já sabíamos no que isso daria, em uma surra muito bem dada. Eu como sempre, tratei de pensar em como iria fazer pra entrar em casa sem a mamãe nos bater, pensei em ir pra casa da minha avó e dormir lá, só que depois meu irmão disse que era melhor não, pois mamãe ficaria com mais raiva ainda, por que estaríamos envolvendo nossa avó na briga, nossa mãe detesta isso kk. Foi então que não teve jeito, esperamos nossa "tia" Darlene passar na rua e nos ver sentados na frente de casa esperando mamãe abrir a porta, nossa tia nos viu e perguntou o que acontecera, fazendo drama, dissemos a ela e ela não contou conversa e bateu na porta de casa, foi horrível, nossa casa era aos fundos e havia uma frente de madeira, da casa antiga que era como um portão, minha tia gritava e chamava minha mãe, era umas 20h da noite, mamãe estava irritada, ficara com mais raiva ainda, por que metemos nossa tia no meio e não tivemos coragem de pedir pra entrar, minha tia ouviu e nós apanhamos (risos). Não teve outra, foi "péia" naquele dia, depois vieram as perguntas: - Ainda vão ficar até tarde na rua? Ainda vão me desobedecer? Em seguida as ameças que toda mãe faz alguma vez em meio a uma surra: - Da próxima vez que vocês me desobedecerem (respirava mamãe ofegante e continuava) - Ah vocês se preparem! Se preparem meus filhos, que se eu pegar vocês na rua de novo!?!

Ai, minha infância foi incrível, hoje lembro das coisas e fico rindo, foi uma época tão boa e inocente, não era como hoje em dia, que aos 12 anos de idade essas meninas estão sendo mãe e aos 09 os meninos querem moto, eu aos 14 anos não respondia a minha mãe, as vezes quando havia visita, eu nem aparecia na sala de casa, chega as visitas perguntavam da mãe: - Mas Dene(nome da minha mãe), mas você não tem 03 filhos? Cadê eles? e Mamãe, artista e digna de uma diva da tv brasileira: - Estão dormindo, esses meninos dorme cedo! kkk, minha mãe é a melhor, hoje sou uma pessoa feliz e não sou bandido, graças à educação que esta mulher guerreira me deu. Muito obrigado mãe.

Blog do Rammil
Criado por Rodrigo Flecha, no ano de 2006, existente até então...

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